Editorial - ZH - Porto Alegre, 12 de outubro de 2007
O Dia das Crianças, se é uma data propícia a refletir sobre os direitos de todas as crianças a uma vida digna e a um futuro, se é a oportunidade de cobrar ações efetivas do poder público em favor da infância, é também o momento de tomar consciência do que todos podem, como indivíduos e sociedade, fazer nessa área de tanta importância para a construção de padrões de igualdade e de justiça. O caderno especial que este jornal publicou ontem na forma de um Guia da Adoção mostra, ao lado dos trâmites jurídicos e administrativos necessários, uma realidade que, por envolver alguma forma de preconceito, precisa ser mudada. A solidariedade que sustenta a opção das pessoas que decidem adotar precisa ampliar-se para se tornar efetiva e universal.Uma das revelações do Guia é a de que, embora haja seis candidatos a pais para cada um dos abrigados aptos à adoção no Estado, a lista de espera não diminui. E não diminui por uma razão simples: enquanto mais de 90% dos 4 mil candidatos a pais desejam bebês com menos de um ano, as crianças nessa faixa etária representam apenas 0,47%. Esse descompasso faz com que, de um lado, a espera por parte dos pais seja de cinco anos e, do lado das crianças, a esperança de conseguirem uma família adotiva reduz-se a cada dia que passa. Pior ainda quando a essa questão etária se somam preferências quanto à cor da pele, ao perfil familiar ou à saúde das crianças. O resultado: grupos de irmãos e crianças soropositivas ou especiais crescem sozinhas nos abrigos à espera de famílias que não vêm.A campanha Mude um Destino, lançada nacionalmente pela Associação de Magistrados Brasileiros e, no RS, pela Ajuris, parte da idéia solidária de que é possível transformar essa realidade. Há famílias dispostas a adotar e há crianças à espera dessas adoções. O desafio de todos é fazer com que a admirável generosidade que já existe seja um pouco mais flexível e consiga aproximar interesses e expurgar todos os preconceitos.
O Dia das Crianças, se é uma data propícia a refletir sobre os direitos de todas as crianças a uma vida digna e a um futuro, se é a oportunidade de cobrar ações efetivas do poder público em favor da infância, é também o momento de tomar consciência do que todos podem, como indivíduos e sociedade, fazer nessa área de tanta importância para a construção de padrões de igualdade e de justiça. O caderno especial que este jornal publicou ontem na forma de um Guia da Adoção mostra, ao lado dos trâmites jurídicos e administrativos necessários, uma realidade que, por envolver alguma forma de preconceito, precisa ser mudada. A solidariedade que sustenta a opção das pessoas que decidem adotar precisa ampliar-se para se tornar efetiva e universal.Uma das revelações do Guia é a de que, embora haja seis candidatos a pais para cada um dos abrigados aptos à adoção no Estado, a lista de espera não diminui. E não diminui por uma razão simples: enquanto mais de 90% dos 4 mil candidatos a pais desejam bebês com menos de um ano, as crianças nessa faixa etária representam apenas 0,47%. Esse descompasso faz com que, de um lado, a espera por parte dos pais seja de cinco anos e, do lado das crianças, a esperança de conseguirem uma família adotiva reduz-se a cada dia que passa. Pior ainda quando a essa questão etária se somam preferências quanto à cor da pele, ao perfil familiar ou à saúde das crianças. O resultado: grupos de irmãos e crianças soropositivas ou especiais crescem sozinhas nos abrigos à espera de famílias que não vêm.A campanha Mude um Destino, lançada nacionalmente pela Associação de Magistrados Brasileiros e, no RS, pela Ajuris, parte da idéia solidária de que é possível transformar essa realidade. Há famílias dispostas a adotar e há crianças à espera dessas adoções. O desafio de todos é fazer com que a admirável generosidade que já existe seja um pouco mais flexível e consiga aproximar interesses e expurgar todos os preconceitos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário